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Oi gente,

Em uma das minhas inúmeras viagens no mar virtual da internet auxiliado, é claro, pelo nosso “amado salve salve” Google, encontrei um texto  muito interessante de Carlos Albuberque do O Globo on line, que fala sobre a febre que está assolando o mundo, o Reggaeton . Como não sou bobo nem nada, vou reproduzí-lo na integra aqui.

E aguardem, em breve uma playlist exclusivíssima de Reggaeton pra vocês…..prepararem seus Kazaa, Ares, Morpheus, SouSeeks ou seja qual o programa P2P que usem.

 

A dança quente do reggaetón


CARLOS ALBUQUERQUE

No filme “O dia depois de amanhã”, uma série de acontecimentos meteorológicos cruzados colocam o mundo numa fria. Na real, hoje, aqui e agora, uma série de acontecimentos musicais pode esquentar a temperatura das pistas do mundo inteiro.

De um lado, a onda de calor levantada pela crescente popularidade do nosso mais do que conhecido funk — lá fora, chamado de “baile funk” — nos Estados Unidos e na Europa. Do outro lado, o bafo quente criado pelo reggaetón, o ritmo de maior sucesso atualmente não apenas no Caribe e nas américas Central e do Sul, mas também entre a molecada latina nos EUA. Se eles se encontrarem, o que será de nós?

O roteiro que se apresenta: reggaetón é um misto fervente de reggae, hip hop e ritmos latinos. Suas origens são incertas, com as coordenadas indicando algum lugar entre Jamaica, Panamá e Porto Rico, no começo dos anos 90. Não importa. O fato é que o reggaetón — geralmente cantado em “spanglish” — é o som que move corpos em San Juan, Caracas, Cali, Medellin, Lima e também em Nova York (ou Nueva York?). Recentemente, mais de 15 mil pessoas (a maioria de origem hispânica) lotaram o Madison Square Garden para um show de reggaetón que reuniu astros do gênero com Daddy Yankee, Tego Calderón e Pitbull.

Há quem diga que o motivo de tanta popularidade é que o reggaetón é o hip hop dos latinos. Daqui do nosso canto, podemos dizer que o reggaetón é o funk deles. Afinal, a crueza das produções, as (polêmicas) letras sobre gostosas e carros, o visual espalhafatoso dos seus astros, com jóias por toda parte, e as bases musicais, minimalistas, digitais — tudo faz lembrar o batidão. Ou quase. Como explica Nélson Meirelles, ex-baixista do Rappa e integrante do grupo e equipe de som Digital Dubs.

— Eu comprei uns discos de reggaetón em uma recente viagem ao Peru. Comprei tudo na rua, três coletâneas com 25 músicas cada, com umas gostosas na capa. Um lance totalmente camelódromo — conta. — Ouvi coisas legais e outras meio farofa. Mas o que me chamou a atenção foi o fato de as freqüências graves, tão características do reggae e do funk, não serem exploradas.

Quem quiser conferir e bailar, sai semana que vem no Brasil o disco “Barrio fino”, de Daddy Yankee, que traz a irresistível “Gasolina”, o hit número um do reggaetón. Depois, chegam o disco de Tony Touch e uma coletânea.

Mas já há quem esteja formando uma barricada para deter o avanço do reggaetón por aqui. É o caso do DJ (de hip hop) Saddam, que comanda as noites de quinta-feira na Bunker.

— Sei que é uma tendência forte lá fora e que tem algumas coisas legais, mas não vou comprar esse barulho — garante. — Acho que tem muita farofa no reggaetón que querem nos vender. Um clima meio de lambada. Daqui a pouco, vai ter gente batendo coxa nas pistas de hip hop.

Polêmica ao redor do reggaetón não é novidade. Afinal, o que esperar de um gênero que produz letras como a de “Toma” (“Abre suas pernas/Quero ver você agir como um animal”), de Pitbull?

Em Cuba, o reggaetón foi considerado “perigoso” pela União de Jovens Comunistas. Em seu jornal, “Juventude Rebelde”, o grupo garante que o som “divulga a luxúria e o vício” e pede a sua proibição, já que “comprovadamente incita a violência e o consumo de tóxicos”.

Aguarde a seqüência desse filme. O reggaetón vai conquistar o Brasil? Vai tocar na Bunker? Terá sucesso em Belém do Pará? Daddy Yankee conseguirá gravar com Dr. Dre, como planeja? 50 Cent vai entrar nessa dança? E se o reggaetón conquistar o mundo, como será o dia depois de amanhã?

 

FONTE: O Globo on line  

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