O rap brasileiro encara suas próprias contradições e protagoniza uma nova movimentação, desta vez no coração do bairro de Santana, na zona norte de São Paulo. Ali funciona, num imóvel alugado, o Laboratório Fantasma, mistura de estúdio, gravadora e produtora do rapper paulistano Leandro Roque de Oliveira, de 25 anos, que tem conquistado notoriedade crescente sob a alcunha de Emicida.
Nestes dias, ele e seu irmão mais novo, Evandro “Fióti”, consomem grande parte do tempo no Laboratório produzindo artesanalmente centenas de cópias do disco “Emicídio”. Esse novo trabalho significa, nas palavras de Leandro, “a morte e o renascimento do Emicida, com outra visão”.
Nascido no Jardim Fontales, na periferia norte da capital paulista, Emicida, “matador de MCs”, é um exímio improvisador, ligado por laços indiretos à histórica tradição dos repentistas nordestinos. Adquiriu notoriedade nas chamadas batalhas de freestyle, em que os MCs (mestres de cerimônia) do hip-hop se enfrentam em desafios de rimas formuladas na hora.
Em 2009, o também caseiro “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe…” atravessou obstáculos, alastrou-se da periferia para o centro, disseminou o incômodo nome “Emicida” na mídia, ajudou o jovem artista a ganhar prêmios e se apresentar Brasil afora.








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